Pular para quem decide e quem apoia
Pirarucu do Javari · Edital MDIC nº 3/2026 Espinha dorsal da proposta · 26 de outubro de 2026 · v1.0.0

Para a UNIVAJA e as organizações de base do Vale do Javari. Chamamento Público nº 3/2026 da SEV/MDIC, industrialização da cadeia produtiva do pirarucu

Pirarucu do Javari

21 dias até o fim do envio pelo Transferegov

Prazo: 16 de novembro de 2026, às 23h59 de Brasília.
Aquarela da beira de uma cidade ribeirinha vista do rio barrento: dois barcos de recreio de dois andares com redes armadas, um porto flutuante coberto com caixas de isopor e bujões, canoas com motor de rabeta, casas de madeira no barranco, caixas-d'água azuis, antenas e uma torre de celular.
Prancha 1 Beira de cidade do Alto Solimões vista do rio, em composição livre. Gerada por IA; não retrata o porto de Atalaia do Norte nem o de outra cidade real.

O MDIC vai escolher uma organização, ou uma rede delas, para industrializar a cadeia do pirarucu no Vale do Javari, com até R$ 10 milhões. É um edital para os povos do Javari, e quanto menos a universidade e os parceiros forem protagonistas, melhor. Esta página é a espinha dorsal da proposta: o que entendemos do projeto e do processo. Tudo aqui é sugestão, para a UNIVAJA e as bases discutirem.

Quem decide e quem apoia

No centro, a UNIVAJA com as organizações de base. A organização líder só administra, e a UFAM dá o suporte técnico, inclusive na escrita da proposta.

Decide

UNIVAJA e organizações de base

As organizações que já manejam, como a COPEAKA, a OGM, a AMAS e a AIKUVAJA, presentes na reunião de 7 de julho, os povos que querem começar e as comunidades ribeirinhas, que o edital também inclui. São elas que dizem o que o território precisa:

  • quais povos e comunidades entram, com o protocolo de consulta de cada povo;
  • quais equipamentos, onde ficam e quem cuida deles;
  • que formação e que custeio de safra vêm primeiro;
  • quem lidera a proposta e quem entra na rede.
Organização líder

Instituto Acariquara

À disposição como organização líder, caso vocês não tenham outra.

O papel é administrativo: assinar o termo de colaboração, cadastrar e enviar a proposta no Transferegov, fazer os termos de referência, as cotações e as compras, e prestar contas. O que fazer e como fazer continua sendo decisão da UNIVAJA. O Acariquara tem experiência com o Transferegov e CNPJ desde 2004; o edital pede mais de cinco anos para liderar uma rede.

Se a UNIVAJA preferir liderar, ou indicar o CTI ou outra organização, tudo bem: o Acariquara entra como apoio, se for útil.

Suporte técnico

UFAM · INPACTAS

Instituto de Natureza e Cultura, em Benjamin Constant. Ajuda a escrever a proposta: a realidade do território, as metas, o cronograma, o orçamento e as experiências de cada organização. Traz o que o TED da UFAM com o MDIC já levantou.

Se vocês quiserem mais corpo técnico, a UFAM pode chamar o INPA e o Instituto Mamirauá para a rede.

A UFAM não pode ser a proponente: o edital só aceita organização da sociedade civil.

No edital, rede maior não ganha ponto. Conta a experiência de quem entra: com povos indígenas (critério D), com o pirarucu (E), no Alto Solimões (F) e em gestão de projetos (G). Organização indígena ou indigenista comprova pelo estatuto; as demais, por declaração de uma organização indígena (Anexo IV).

O que o MDIC orienta

Resumo do vídeo-tutorial do MDIC para as organizações que vão concorrer, conferido com o edital e com as perguntas e respostas do Anexo XI.

  1. Ler o edital e o Anexo II antes de tudo.As atividades já foram definidas pelo governo. Dá para acrescentar; tirar, só com justificativa.
  2. A líder é a de maior capacidade administrativa.De preferência com experiência no Transferegov, porque é ela que envia a proposta, assina o termo e presta contas. As outras assumem atividades: mobilização no território, conversa com os povos, parte técnica e capacitação, gestão e cooperativismo.
  3. Rede maior não dá mais pontos.O arranjo é livre, e uma organização pode até concorrer sozinha.
  4. Dizer como, quem e com que método.Para cada atividade, qual organização faz e de que jeito. É isso que dá segurança à comissão.
  5. Respeitar o protocolo de consulta de cada povo.O que funciona para um público pode não funcionar para outro.
  6. Equipamento não é trivial.Escolher, especificar, comprar, instalar e treinar quem vai usar. O MDIC também está levantando as principais máquinas, mas a proposta já deve trazer uma primeira lista, para só ajustar no plano de trabalho.
  7. Orçar com o custo da região.Frete e transporte até as comunidades são caros, e capacitação e mobilização não podem ser subestimadas. O orçamento detalhado vem depois, no plano de trabalho.
  8. Até 30 páginas, direto ao ponto.Pouca teoria; mostrar como as atividades vão acontecer. Passou de 30, a proposta é desclassificada. Um vídeo de até 5 minutos é opcional.
  9. Experiências num documento só, o Anexo III.A líder mostra também o balanço dos dois últimos exercícios. Todas as organizações da rede assinam os Anexos I, II e III; faltando um, a proposta cai.
  10. Cadastro no Transferegov com antecedência.A proposta só entra pelo Transferegov, no programa nº 2800020260010.

O que já temos na mesa

O material reunido até aqui para escrever a proposta. O que a UNIVAJA tiver organizado sobre as necessidades de cada comunidade entra por cima de tudo isso.

  • UNIVAJA · 07/07Ata da reunião de planejamento do manejoCom a COPEAKA, a OGM, a AMAS e a AIKUVAJA, a Prefeitura de Atalaia do Norte e a FUNAI. Para a safra de 2026: 730 pirarucus autorizados pelo IBAMA; na contagem, 2.500 litros de combustível e R$ 8 mil de alimentação; na captura, 11 canoões, 5.300 litros de combustível, mil pedras de gelo, 11 balanças de 200 kg e 21 panos de malhadeira, além de facas, botas, aventais, caixas e lacres.
  • Jaime, UNIVAJA · 23/10Barco grande na cidade, canoões nas comunidadesUm barco grande, com todo o equipamento, cuidado em Atalaia do Norte e que sobe na safra para buscar o peixe; já existe um projeto com modelo, feito com o Rubeney. Nas comunidades, canoões com caixa de gelo: uns 15 para quem já maneja e perto de 20 quando outros povos entrarem, mais baratos se feitos no território. Também ficou de pé uma sede de beneficiamento. A balsa de carga e o frigorífico no porto de Atalaia seguem como perguntas.
  • UFAM · TED com o MDICConsulta, linha de base e plano de negóciosOs três produtos do TED que o edital manda a organização selecionada usar (itens 3.11 a 3.13): a consulta às lideranças dos cinco povos que manejam ou querem manejar, o levantamento nas aldeias com os questionários da associação e do manejador, e o plano de negócios para a industrialização.
  • CTI · 21/10Texto de base sobre a sociobioeconomia do pirarucuQuatro objetivos para 2027 a 2030: manejo dos lagos; infraestrutura de frio e transporte, com inspeção sanitária; produtos e mercados; e gestão das organizações, com o Arranjo do Pirarucu e um braço cooperativo da UNIVAJA. Boa parte dos resultados já vem marcada como cabível no edital do MDIC.
  • A receberRelatoria do Encontro dos ManejadoresE o que a UNIVAJA tiver levantado com cada povo e comunidade.

Entra na proposta o equipamento que a comunidade consegue manter. Coisa grande sem quem cuide fica parada, e o maior gargalo é o transporte.

Lição trazida pelo Jaime em 23 de outubro.
Aquarela de um pirarucu inteiro deitado sobre uma tábua de madeira, com escamas grandes, cinza-esverdeadas no dorso e com bordas vermelhas na metade de trás e na cauda; atrás, uma caixa de isopor branca fechada e um bloco de gelo.
Objeto 1 Pirarucu sobre a tábua, com isopor e gelo. Gerada por IA; não é peixe de nenhum lago real.

Próximos passos

Um calendário para chegar ao envio com dois dias de folga. Datas e responsáveis são sugestões para a UNIVAJA e os parceiros combinarem.

  1. Decidir quem lidera, quem entra na rede e o que cada um fazUNIVAJA, com as organizações de base, numa reunião com o Acariquara, a UFAM e o CTI.
  2. Levantar, por povo e comunidade, o que precisa e quem vai cuidarEquipamentos, formação e custeio da safra, partindo da ata de 7 de julho. UNIVAJA e associações.
  3. Mandar as dúvidas ao MDIC e confirmar o cadastro da líder no TransferegovPelo e-mail sev.deama@mdic.gov.br, que também agenda tutoria. Organização líder, com a UFAM.
  4. Escrever a primeira versão da proposta no modelo do Anexo IIAté 30 páginas, com metas, atividades, cronograma e orçamento aproximado. UFAM, com a UNIVAJA.
  5. Reunir as experiências e as declaraçõesAnexo III de cada organização, Anexo IV das organizações indígenas e o balanço dos dois últimos exercícios da líder.
  6. Ler a proposta com as bases e colher as assinaturasAnexos I, II e III assinados por todas as organizações da rede.
  7. Enviar no TransferegovOrganização líder, no programa nº 2800020260010. O prazo final é 16/11, às 23h59.

Pedidos de esclarecimento e impugnações precisam chegar ao MDIC até dez dias antes do fim do envio. Depois de 6 de novembro, a dúvida fica sem resposta oficial.

O edital em uma tela

Edital de Chamamento Público nº 3/2026/SEV-MDIC, publicado em 16 de outubro de 2026, com recursos do Fundo Nacional Antidrogas, dentro do programa Território Seguro, Amazônia Soberana.

O objeto

Industrializar a cadeia do pirarucu no Vale do Javari para diminuir a vulnerabilidade de povos indígenas e ribeirinhos ao tráfico e aos crimes ligados a ele: pré-processamento, frio e transporte, capacitação, produtos de maior valor, novos mercados e monitoramento georreferenciado.

Até R$ 10 milhões

Uma só proposta selecionada, por termo de colaboração. Execução de preferência de 31/12/2026 a 31/12/2028. Contrapartida não é exigida.

Quem pode concorrer

Associação, fundação, cooperativa ou organização religiosa sem fins lucrativos, com três anos de CNPJ. Para liderar uma rede, cinco anos e capacidade de orientar as demais.

Limites do orçamento

Até 70% em máquinas e equipamentos (recomendação), até 5% em custos administrativos e nenhuma taxa de administração.

Comitê consultivo

Obrigatório no plano de trabalho, com os povos indígenas e as associações de pescadores no planejamento, na execução e no acompanhamento.

Ligação com o Núcleo

As organizações do manejo entram na rede do Núcleo de Desenvolvimento da Sociobioeconomia do Alto Solimões, do Prospera, com apoio para chegar aos serviços dele e às compras institucionais.

Como se pontua

São 10 pontos. Menos de 6 elimina, e zero em A, B ou G também. No empate, vale a soma de D, E e F. Texto completo e anexos na página do edital no site do MDIC.

  1. Edital publicado
  2. Dúvidas e impugnações
  3. Fim do envio, às 23h59
  4. Avaliação pela comissão
  5. Resultado preliminar
  6. Resultado definitivo, data estimada